Reajuste da energia fará inflação cair

Ministro das telecomunicações declarou que a redução do preço da energia representará queda na inflação

A redução de até 16,2%, em média, do preço da energia para os consumidores, e de até 28% para a indústria, representará uma queda na inflação e crescimento econômico, segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A declaração foi dada à imprensa ontem sobre a redução anunciada na quinta-feira à noite, pela presidente Dilma Rousseff,

“Redução de tarifa de energia mais mercado consumidor interno têm um forte potencial de crescimento”, disse o ministro, que participou do desfile das comemorações da Independência, em Brasília. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, confirmou que o anúncio do plano que reduzirá as tarifas de energia será feito na próxima terça-feira, pela presidente Dilma Rousseff, que também assistiu ao desfile em homenagem à Independência, na Esplanada dos Ministérios.

 

Competitividade

A redução da tarifa de energia elétrica é um passo importante para diminuir o custo Brasil, aumentar a competitividade da indústria e favorecer o crescimento da economia brasileira, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em nota, a CNI ressalta que a energia é um dos principais insumos da indústria. “A decisão do governo vai alterar a estrutura de custos das empresas e pode fazer com que a energia elétrica volte a ser uma vantagem competitiva do setor produtivo”.

Segundo a Confederação, atualmente, sem a redução anunciada pela presidente, o custo médio da tarifa de energia elétrica para a indústria no Brasil é de R$ 330 por megawatt/hora, o quarto valor mais alto do mundo, atrás apenas do cobrado na Itália, na Turquia e na República Tcheca. “A tarifa no Brasil é o triplo da dos Estados Unidos e do Canadá e o dobro da cobrada na China, Coreia do Sul e França”, destaca.

 

A CNI ressalta ainda que quase metade da tarifa brasileira é formada por encargos e tributos.

No entanto, mesmo se a redução da tarifa de energia elétrica para as indústrias for de 28%, no teto da faixa anunciada pela presidente Dilma Rousseff, o preço no Brasil continuará acima da média mundial, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria. Segundo ele, os preços de energia precisariam cair 35% para ficar na média mundial.

O corte de 35% também faz parte de um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), apresentado no início de agosto. De acordo com a Firjan o custo médio da energia no Brasil, com base no mercado cativo é de R$ 329 o megawatt-hora (MWh), ante uma média mundial de R$ 215,5 o Mwh.

Faria pondera que a redução da energia elétrica pode trazer problemas se for vinculada à renovação das concessões que estão para vencer. “Estes ativos que terão suas concessões renovadas já estão depreciados e se tiverem seus preços reduzidos de forma aleatória podem ser prejudicados, o que vai acabar afetando o consumidor final”, disse.

 

O executivo acredita que as medidas podem limitar ainda mais a participação do mercado livre de energia.

 

Por quê


ENTENDA A NOTÍCIA

 

A energia é um dos insumos mais importantes para as indústrias e influencia diretamente nos seus preços. A inflação para os consumidores também sofre o impacto da elevação ou redução da energia.

 

Fonte: OpovoOnline

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